segunda-feira, 28 de março de 2011

QUEM SOMOS? PRA QUE SERVE A FILOSOFIA?

O Pensador
O QUE NÓS SOMOS? O que são os eventos a nossa volta? Pode­mos confiar neles? O que é a existência e a extinção? Como ser um bem-aventurado? Existe a veracidade? O que é judicioso, o que é inconveniente? Interrogação co­mo essas seguem a filantropia desde seus primórdios e tão cedo não a desistirá. Todo mundo já se fez, algum dia, interrogações desse tipo, para as quais as respostas nunca são simples. Mas então por que nos fazemos essas perguntas? Também é difícil saber.

Seja como for, deve ter sido dessa natureza questionadora dos homens que a Filosofia nasceu. Questionamento que é ainda hoje sua marca mais forte. Para a Filosofia, as indaga­ções são bem mais importantes que as respostas. Ela é, priori­tariamente, uma pergunta.

Baruch Spinoza
É esse o espírito que buscamos para este blog filosófico: sempre daremos poucas respostas do que promover interrogação sobre nós mesmos e o mundo que nos cerca. Por isso em alguns de nossos artigos privilegiamos e dedicamos a um dos maiores filósofos do último século, Baruch Spinoza, entre os que mais se dedicaram a refletir sobre a condição do ho­mem no mundo. E que tal um trajetória pelos momentos de alguns fun­dadores da ética, disciplina cuja importância não pára de crescer nos dias que correm? Bento de Espinozaברוך שפינוזה, transl. Baruch Spinoza) foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu em Amsterdã, nos Países Baixos, no seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. (também Benedito Espinoza; em hebraico:

Além disso, vale a pena saber o que um filósofo clássico, Leibniz, pensava acerca de nossa res­ponsabilidade sobre nossos atos.

Leibniz
E como ficam essa responsabilidade e nossa liberdade depois que Freud descobriu outro ser dentro de nós mesmos, o in­consciente? Você também encontrará interrogações sobre o ensino de Filosofia, esporemos alguns detalhes sobre a história da filosofia nos artigos elaborados pelo professor Carlos P. Macedo. Meus alunos, outros alunos, internautas e interessados na filosofia, conhecerá os trabalhos do Laboratório de Estudos da Intolerância, da violência, do amor, do sentimento, da atual situação caótica do mundo, de onde viemos para onde vamos,  e muito mais. Claro, não poderia faltar aquela que é a pergunta mais comum quando se fala em Filosofia: afinal, para que ela serve?

Leibniz
 Perguntar sobre a utilidade das coisas é uma mania de nossa cultura. No caso em questão, a resposta pode surpreender.
Fique tranqüilo porque tenho a intenção de responder o mais honestamente a essa questão paciência. É que, para dizer para que serve afilosofia, pre­cisamos usar a filosofia, e sem a tal paciência isso dificilmente ocorre. Queria, antes, que você pensasse comigo a respeito da seguinte questão: o que é uma coisa quando ela serve para algo? Um martelo é um instrumento usado na fixação de pregos. 

FILOSOFIA
 Uma auto-estrada é um meio pelo qual pessoas e mercadorias podem se locomo­ver numa cidade ou entre cidades. Quando, portanto, perguntamos para que serve a filosofia, temos uma série de noções guardadas em silêncio a respeito dela e do mundo. Acontece que, se essas noções são corretas na maioria dos casos, talvez não sejam no que se refere à filo­sofia. Talvez exatamente por isso é que não encontramos com facili­dade a resposta certa para a bendita pergunta. E que noções são essas?

Quando perguntamos para que serve a filosofia supomos que ela seja um instrumento, como um martelo, ou que seja um meio, como a auto-estrada. Sabemos que sem o martelo o marceneiro pouco pode fazer em seu trabalho.

FILOSOFIA DA ESTRADA
Do mesmo modo, sem auto-estradas a cidade se tornaria um caos. Dizemos, então, que o martelo é importante para o serviço de marcenaria. Que a auto-estrada é importante para a ordem urbana e o progresso do país. Guardamos em silêncio, portanto, a idéia de que a importância de algo se mede por sua utilidade. Por isso não perguntamos, simplesmente, qual a importância da filosofia. Cortamos o caminho e ganhamos tempo indagando logo para que serve, qual sua utilidade. O erro que há nisso é pensar que a filosofia possa mesmo servir...

 Então não serve? Vamos com cal­ma. As perguntas que fazemos nun­ca nascem do nada, não estão pron­tas desde toda a eternidade. Por isso, jamais são tão inocentes quanto, por vezes, parecem. Perguntas são mo­dos de falar. Falar é um modo de relacionar-se com o mundo. É por­que vivemos desta e não de outra maneira porque fazemos essa e não ou­tra pergunta. Poderíamos até contar a história de todos os povos a partir do recenseamento das questões que eles se colocaram. 

Auto-estrada  e a filosofia
 história, decer­to, é o conjunto das providências to­madas pelos homens para atender às suas necessidades. Mas a história é também o conjunto das invenções de novas necessidades. Houve um momento em que as pedras já não mais satisfaziam todo o interesse de quem escrevia, e então alguém se perguntou se não seria possível es­crever sobre outras superfícies. Essa pergunta, note, não teria cabimento se já não estivéssemos dentro de uma forma de vida da qual fazia parte o ofício de escrever. Assim, vale a pena nos indagar sobre que forma de vida é essa nossa que nos faz jul­gar necessária a pergunta "para que serve a filosofia?"
CULTURA UTILITÁRIA
Seria o caso de perguntar por que, diante de algo que não conhecemos ou conhecemos pouco, pen­samos que saberíamos mais se sou­béssemos para que serve esta coisa? Se não estou enganado, isso ocorre porque vivemos numa civilização na qual o conhecimento é produzi­do de modo a privilegiar sua utiliza­ção.

Se na física, por exemplo, os co­nhecimentos são produzidos em condições que, de uma maneira ou de outra, acabam tendo uma utilidade prática, então é lícito questio­nar para que servem os conheci­mentos produzidos pela filosofia se é que se pode chamar de conhe­cimento o que ela produz! Mas será que pensamos desse modo de uma hora para outra? Qual o processo histórico que nos ensina que é as­sim que devemos pensar?

O processo histórico que nos deixou na situação de olhar para al­go sempre em vista de saber sua uti­lidade foi produzido sob certa noção de racionalidade. A racionalidade é o modo como traçamos a relação entre nossa inteligência e o mundo. Julgamos que seríamos tanto mais o inteligente quanto mais dominássemos as forças da natureza.

Sob esse pretexto, esse empreendimento se tornou, ao longo do tempo, a for­ma mais cruel de depredação. Pen­sar era, nesse contexto, tomar provi­dências para tirar o máximo de pro­veito dos recursos naturais, sem a menor preocupação em sarar as fe­ridas que essa extração provocava no meio ambiente. Uma delas é o superaquecimento da Terra, uma ameaça que põe em risco o futuro da humanidade.

Mas não é só. Co­mo alguém já disse, a primeira coisa que o homem tocou para dominar foi à mulher. Ou seja, seu semelhan­te. E quando pensamos que a busca da dominação do meio externo exa­cerba-se na dominação da natureza interna do homem (seu SER), logo começamos a entender eventos co­muns em nossos dias, como a vio­lência, . Eventos que atrapalham a possibilidade de uma forma de vida passível de ser chamada de feliz. A felicidade ultrapassa toda noção de utilidade porque é um bem em si: ninguém quer ser feliz para outra coisa, ser feliz não serve para al­cançar algo mais além. Mas a cul­tura utilitária de nossa civilização deturpa a idéia de felicidade, e nos faz pensar que seremos tanto mais felizes quanto mais soubermos uti­lizar as pessoas, como o primeiro homem utilizou a mulher, e os filhos e os mais fracos, para destruir a na­tureza e a nós mesmos depois.

 
EXERCÍCIO DE LIBERDADE

É, pois, porque vivemos numa civilização das vantagens (sobre a in­felicidade alheia) que somos levados a perguntar para que serve isso e aquilo e também a filosofia.

Jogare­mos fora, então, a pergunta? Dire­mos, então, que a filosofia tem a ver, como tem, com certo exercício de li­berdade? Que a filosofia, toda vez que serve, deixa de ser filosofia, por­que abandona sua liberdade? Que, neste sentido, a filosofia não serve a ninguém nem a nada? Diremos que a filosofia é uma forma de felicidade? É possível.

Mas o leitor que chegou até aqui está longe de ser tolo, e pode perfeitamente retrucar: não pergun­tei a quem serve a filosofia, ou a quê, mas o que posso fazer com ela e, se não posso fazer nada com ela, o que ela pode fazer comigo.

Digamos, en­tão, que a filosofia, como exercício de liberdade, pode nos ajudar a nos livrar de saberes preconcebidos, acei­tos sem questionamentos, e que, exa­tamente por não terem sido discuti­dos, impedem a possibilidade de nos relacionarmos de uma forma dife­rente com o mundo.

Assim concebida, a filosofia não é bem um saber que possamos uti­lizar aqui ou ali. É, isto sim, um fa­zer (uma forma de pensar) que nos ajuda a escolher que saberes podem (para o bem ou para o mal) uti­lizar, seja em que circunstância for. Se, ainda assim, você quiser pensar na filosofia como um instrumento, digamos que ela seria uma espécie de "desconfiômetro", uma peça de nossa inteligência utilizada para não engolirmos a primeira certeza que nos oferecerem como sendo uma verdade indiscutível. Serve, por exemplo, para nos estimular a suspeitar de que a importância de algo está em sua utilidade, e assim descobrirmos que é porque não é útil que a filosofia é importante.

Quando aprendemos a pensar para além do modo como nos ensi­naram que seria o certo, quando duvidamos de nossas certezas abso­lutas, quando não abrimos mão de nossa liberdade e quando indaga­mos se isso que chamamos "nossa liberdade" é mesmo uma liberdade pode ficar em alerta porque esta­mos pondo para funcionar o des­confiômetro da filosofia. Estamos começando a filosofar.

É isso e muito mais que você, leitor, descobrirá neste blog feito pra você. Esperamos que você leia, sugira, es­creva. Mas, sobretudo, desejamos que tudo o que está publi­cado lhe sirva de inspiração para novas indagações e questionamentos. Ou seja, para a vivência da Filosofia.
Um abraço, O FILÓSOFO

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O QUE É FILOSOFIA?


Não necessitamos esquadrinhar no infinito das autoridade da "filos." , quem sabe um para todo articulista de judicioso procedimento, e que à vagueza das formulações adicionam às vezes até costume conflitante, não necessitamos esquadrinhar aí a precariedade e ambigüidade que governa e, principalmente em nossos dias, no que dizer a respeito ao componente da reflexão filosófica. Muito mais elucidativo é a sabedoria aos, documento filosóficos ou alguma conferência ou check-up do adiantamento histórico do contexto. De tudo que se aborda,  a competência ou dizer, ou se tem combinado na "Filosofia", e até os próprios argumento, ou visivelmente os próprio, são ponderados em perspectivas de tal modo a arredar uma das outras que não se ajustam e nem se entrosam entre si, contornam-se e fica impossível contrastá-las. Para determinado, essa circunstância é não apenas habitual, mas de modo pleno e  justificável.
A Filosofia seria isso mesmo: uma especulação infinita e desregrada em torno de qualquer assunto ou questão, ao sabor de cada autor, de suas preferências e mesmo de seus humores. Há mesmo quem afirme não caber à Filosofia "resolver", e sim unicamente sugerir questões e propor problemas, fazer perguntas cujas respostas não têm maior importância, e com o fim unicamente de estimular a reflexão, aguçar a curiosidade. E já se afirmou até que a Filosofia não passava de uma "ginástica" do pensamento, entendendo por isso o simples exercício e adestramento de uma função, no caso, o pensamento em vez dos músculos , sem outra finalidade que essa.

 Apesar, contudo, de boa parte da especulação filosófica, particularmente em nossos dias, parecer confirmar tal ponto de vista, ele certamente não é verdadeiro. Há sem dúvida um terreno comum onde a Filosofia, ou aquilo que se tem entendido como tal, se confunde com a literatura (no bom sentido, entenda-se bem) e não objetiva realmente conclusão alguma, destinando-se tão somente, como toda literatura, a par do entretenimento que proporciona, levar aos leitores ou ouvintes, a partir destes centros condensadores da consciência coletiva que são os profissionais do pensamento, levar-lhes impressões e estados de espírito, emoções e estímulos, dúvidas e indagações. Mas esse terreno que a Filosofia, ou pelo menos aquilo que se tem entendido por "Filosofia", compartilha com a literatura, não é toda Filosofia, nem mesmo, de certo modo, a sua mais importante e principal parte. E nem ao menos, a meu ver, com todo interesse que possa representar, constitui propriamente "Filosofia", e deveria antes se confundir, na classificação, e às vezes até mesmo na designação, com a mesma literatura com que já apresenta tantas afinidades.

 Mas conserve embora a Filosofia literária sua qualificação e status, é necessário que a par dela e com ela se desenvolva também uma Filosofia de outro teor que dê resposta, e na medida do possível, precisa, às questões que efetivamente nela se propõem. A Filosofia pode a rigor ser tratada literariamente, como pode sê-lo a Ciência e o conhecimento em geral. Mas que isso seja forma, e não fundo. Esse fundo é outra coisa que, apesar de tudo, se percebe em todo verdadeiro filósofo, por mais que se disfarce num pensamento confuso, disperso, sem objetivo desde logo aparente e seguro. Que se percebe sobretudo na Filosofia em conjunto como maneira específica de tratar dos assuntos de que se ocupa, por mais variados e díspares que sejam. Com toda sua heterogeneidade, confusão e hermetismo de tantos de seus textos vazados em linguagem acessível unicamente a iniciados,ou antes, por eles julgados acessíveis, mais do que acessíveis de fato , com tudo isso, a Filosofia encontra ressonância tal que, se não fosse outro o motivo, já por si bastaria para comprovar que nela se abrigam questões que dizem muito de perto com interesses e aspirações humanas que devem, por isso, ser atendidos, e não frustrados pela ausência ou desconhecimento de objetivo e rumo seguros da parte daqueles que se ocupam do assunto.

 Mas onde encontrar esse "objeto" último e profundo da especulação filosófica para o qual converge e onde se concentra a variegada problemática de que a Filosofia vem através dos séculos e em todos os lugares se ocupando; e de que trata ? E muito importante determiná-lo, porque isso pouparia esforços que tão freqüentemente se perdem em indagações inúteis ou mel propostas; e que, concentrados na direção de um alvo legítimo e claramente definido, reuniriam um máximo de probabilidades de atingirem esse alvo, ou pelo menos de o aproximarem. Existirá contudo esse objeto central e legítimo de toda a especulação filosófica, um denominador comum que embora disfarçado e mal explícito, orienta mais ou menos inconscientemente aquela especulação? Acredito que sim, e a sua determinação constitui tarefa necessária e preliminar da indagação filosófica; e, certamente, mesmo que não chegue logo a uma precisão rigorosa (se é que ela é possível), será por certo de resultados altamente fecundos.

 O ponto de partida dessa determinação deve ser, para nada perder em objetividade, a consideração e exame do próprio conteúdo e desenvolvimento daquilo que se tem por pesquisa filosófica e do Conhecimento em geral. Mais comumente a Filosofia é tida como uma complementação da Ciência e da elaboração cognitiva em geral; como seu coroamento e síntese. Esse conceito da Filosofia se encontra aliás mais ou menos expressamente formulado em boa parte das definições e explicações que dela se dão, e partidas dos mais afastados e mesmo antagônicos quadrantes. Até mesmo o séc. XVIII, e talvez o seguinte, Filosofia ainda se confundia com Ciência; e das filosofias particulares (como por exemplo a "filosofia química", que não é senão a nossa Química, simplesmente) passava-se imperceptivelmente para assuntos gerais que se enquadrariam melhor naquilo que hoje entenderíamos mais especificamente como "Filosofia".

ÉTICA


Ética (do grego ethos, que significa modo de ser, caráter, comportamento) é o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. Diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano.
Na filosofia clássica, a ética não se resume ao estudo da moral (entendida como "costume", do latim mos, mores), mas a todo o campo do conhecimento que não é abrangido na física, metafísica, estética, na lógica e nem na retórica. Assim, a ética abrangia os campos que atualmente são denominados antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, educação física, dietética e até mesmo política, em suma, campos direta ou indiretamente ligados a maneiras de viver.

Porém, com a crescente profissionalização e especialização do conhecimento que se seguiu à revolução industrial, a maioria dos campos que eram objeto de estudo da filosofia, particularmente da ética, foram estabelecidos como disciplinas científicas independentes. Assim, é comum que atualmente a ética seja definida como "a área da filosofia que se ocupa do estudo das normas morais nas sociedades humanas" e busca explicar e justificar os costumes de um determinado agrupamento humano, bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns. Neste sentido, ética pode ser definida como a ciência que estuda a conduta humana e a moral é a qualidade desta conduta, quando julga-se do ponto de vista do Bem e do Mal.

A ética também não deve ser confundida com a LEI, embora com certa freqüência a lei tenha como base princípios éticos. Ao contrário do que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da ética.
Hoje em dia, a maioria das profissões têm o seu próprio código de ética profissional, que é um conjunto de normas de cumprimento obrigatório, derivadas da ética, e que por ser um código escrito e freqüentemente incorporados à lei pública não deveria se chamar de "código de ética" e sim "Legislação da Profissão". Nesses casos, os princípios éticos passam a ter força de lei; note-se que, mesmo nos casos em que esses códigos não estão incorporados à lei, seu estudo tem alta probabilidade de exercer influência, por exemplo, em julgamentos nos quais se discutam fatos relativos à conduta profissional. Ademais, o seu não cumprimento pode resultar em sanções executadas pela sociedade profissional, como censura pública e suspensão temporária ou definitiva do direito de exercer a profissão, situações essas algumas vezes revertidas pela justiça comum, principalmente quando os "códigos de ética" de certas profissões apresentam viés que contraria a lei ordinária.
ESCOLA FILÓSOFICA GREGA - ACROPOLE, ATENAS - GRÉCIA

CRONOLOGIA FILOSÓFICA


FILOSOFIA ANTIGA

TEMPLO DA COLÍNA DO CÉU (ZEUS) - ACROPOLE, ATENAS

Zoroastro (ou Zaratustra) funda o zoroastrismo na Pérsia
Nascem Tales de Mileto e Anaximandro
600 a. C.
Eclipse solar, alegadamente previsto por Tales
Nasce Pitágoras
Nasce Buda
Nasce Confúcio
Nasce Heráclito
Lao Tse funda o Taoísmo
Nasce Parmênides
500 a. C.
Nascem Anaxágoras e Zenão de Eléia
Nasce o escultor e arquiteto Fídias, um dos autores do Parténon de Atenas
Nasce Protágoras
Nasce Sófocles, autor de tragédias
Nasce Sócrates no ano de 470
Guerra dos gregos contra a Pérsia
Começa o governo de Péricles em Atenas
Nasce Demócrito
Nasce Hipócrates, o pai da medicina
A construção do Parténon é concluída
Morre Péricles
Nasce Platão em 429
Guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta
Aristófanes escreve As Núvens
400 a. C.
Morte de Sócrates em 399
Platão funda a Academia em 387
Nasce Aristóteles em 384
Nasce Pirro de Élis, pai do cepticismo
Alexandre Magno sucede a Filipe da Macedônia
Nasce Epicuro
Invasão da Índia por Alexandre
Nasce Zenão de Cítio, o fundador do estoicismo
Euclides escreve os Elementos
Aristóteles funda o Liceu cerca de 336
Morte de Alexandre em 323
Nasce Arcesilau, fundador da Academia Média e defensor do cepticismo
Aristarco apresenta a hipótese heliocêntrica
300 a. C.
Nasce Arquimedes
Erastóstenes faz a primeira estimativa do perímetro terrestre
Nasce Carnéades, fundador da Nova Academia e céptico
200 a. C.
 Nasce Cícero
100 a. C.
César atravessa o Rubicão
A Biblioteca de Alexandria é destruída
Lucrécio escreve o poema De Rerum Natura, uma versão poética do epicurismo
Morte de Júlio César
Idade de Ouro da Literatura Romana: Virgílio, Horácio, Tito Lívio, Ovídeo
Nasce Fílon de Alexandria
Ano 0 - Nascimento de Jesus Cristo

JESUS - O LIBERTADOR(GOEL): NOS ENSINA O CAMINHO

Nasce Sêneca
Morre o imperador romano Augusto, a quem sucede Tibério
Morte de Jesus Cristo
Nero torna-se imperador de Roma e persegue os cristãos
Destruição de Pompéia em 79
Nasce Plutarco
Idade de Prata da Literatura Romana: Plínio, Juvenal, Quintiliano
100
Trajano torna-se imperador e expande como nunca o império romano
Nasce Marco Aurélio
Nasce Clemente de Alexandria
Nasce Tertuliano
Nasce Orígenes
Diógenes de Laércio escreve sobre a vida e as idéias dos filósofos
Sexto Empírico defende o cepticismo
Nasce Plotino, o fundador do neoplatonismo
200
Orígenes tenta conciliar o cristianismo com o platonismo
Nasce Porfírio, futuro discípulo de Plotino
Diocleciano restaura a unidade ameaçada do império, ordenando a erradicação da igreja cristã
300
Constantino proíbe culto fora do dia de domingo.
Fundação de Constantinopla, a qual se torna sede do Império Romano em 331
Concílio de Nicéia presidido por Constantino ainda pagão
Nasce Santo Agostinho
Dá-se a divisão no Império Romano entre ocidente e oriente


FILOSOFIA MEDIEVAL

A TEORIA DO CONHECIMENTO

sábado, 25 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!!!




Hô!...  Hô!...  Hô!... Hô!...

FELIZ NATAL A TOOOOODOS E A VOCÊ QUE ESTÁ LIGADO NO CANTINHO DA FILOSOFIA .

Lembre-se: JESUS EM BREVE VIRÁ!

PREPARE-SE!  É O DESEJO DESTE BLOG QUE JESUS NASÇA EM SEUS CORAÇÕES TOOOOOODOOOOOS  OS DIAS E QUE SEJA MUUUUUUUUUUUUITO FELIIIIIIIIIIIIIZ!

Grupo CARPEMA

(Para visualizar as fotos em tamanho grande, clique nelas)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A COSMOLOGIA E A CIVILIZAÇÃO GREGA

GRÉCIA: BERÇO DA FILOSOFIA
Embora muitas civilizações antigas tenham realizado importantes progressos científicos, nada se compara ao que foi conseguido pelos gregos antigos. Entre o século VI a.C. e o século II da nossa era, isto é, desde Tales até Ptolomeu, a civilização grega, e em particular a sua intelectualidade, iluminou a humanidade. Após este período brilhante, a “inspiração” e a civilização grega começaram a desvanecer-se.

Apesar do declínio, o sistema geocêntrico de Ptolomeu, inspirado no universo aristotélico, e em todo o conhecimento que ele encerra, pode ser considerado como uma das maiores obras astronômicas produzidas por aquela civilização, mesmo tendo em conta que não incluía muitos dos desenvolvimentos criados pela cultura grega. Podemos referir, por exemplo, que a idéia de Platão de um universo infinito, não estava contemplada, o mesmo acontecendo em relação à sugestão de Demócrito segundo a qual a Via Láctea seria um enorme aglomerado de estrelas. Contudo, em termos de evolução da astronomia, talvez mais grave, terá sido o fato de Ptolomeu ter completamente ignorado a proposta de Heraclides, segundo a qual a Terra deveria rodar sobre si própria, e a de Aristarco, que propunha que a Terra orbitária em torno do Sol.

O início da revolução efetuada pelos gregos pode situar-se por volta do início do século VI a.C.,. É também a partir dessa época que é possível reconhecer uma utilização sistemática da geometria, nos métodos adotados pelos astrônomos gregos, métodos esses que teriam uma importância fundamental na evolução da ciência, nos séculos que se seguiriam. Convém dizer que o que hoje sabemos sobre o conhecimento astronômico grego no início desta nova época, se deve às obras de Aristóteles que chegaram até nós, as quais foram escritas cerca de dois séculos mais tarde, isto é, no século IV a.C., e onde Aristóteles nos oferece uma compilação do conhecimento produzido pelos pensadores gregos dos séculos anteriores. Aristóteles refere muitas reflexões e propostas de filósofos e pensadores em geral, mas no que à astronomia e cosmologia diz respeito, merecem destaque as referências a Tales, Anaximandro, Anaxímenes, e Pitágoras, todos do século VI a.C.  

Foram eles que começaram a desenvolver o método científico de investigação. Na Grécia antiga os pesquisadores começaram a se preocupar em ser céticos quanto às explicações imediatas dos fenômenos que ocorriam à sua volta. A ciência passou a ter uma forte conotação experimental e o cientista passou a ser um investigador.  

A característica do gênio Filosófico grego pode-se compendiar em alguns traços fundamentais: racionalismo, ou seja, a consciência do valor supremo do conhecimento racional; esse racionalismo não é, porém, abstrato, absoluto, mas se integra na experiência, no conhecimento sensível; o conhecimento, pois, não é fechado em si mesmo, mas aberto para o ser, é apreensão (realismo); e esse realismo não se restringe ao âmbito da experiência, mas a transpõe, a transcende para o absoluto, do mundo a Deus, sem o qual o mundo não tem explicação; embora, para os gregos, o "conhecer" - a contemplação, o teorético, o intelecto - tenham a primazia sobre o "operar" - a ação, o prático, a vontade - o segundo elemento todavia, não é anulado pelo primeiro, mas está a ele subordinado; e o otimismo grego, conseqüência lógica do seu próprio racionalismo, cederá lugar ao pessimismo, quando se manifestar toda a irracionalidade da realidade, quando o realismo impuser tal concepção. Todos esses elementos vêm sendo, ainda, organizados numa síntese insuperável, numa unidade harmônica, realizada por meio de um desenvolvimento também harmônico, aperfeiçoado mediante uma crítica profunda. Entre as raças gregas, a cultura, a Filosofia são devidas, sobretudo, aos jônios, sendo jônios também os atenienses. 


sábado, 4 de dezembro de 2010

MECANISMO DA INFERÊNCIA, NOÇÕES DE LÓGICA DAS PROPOSIÇÕES



Para estudarmos o mecanismo da inferência, precisamos de algumas noções de Lógica das Proposições e de Lógica dos Predicados.

A Lógica investiga leis de raciocínio correto, isto é, aquele que permite, a partir de proposições verdadeiras, chegar a conclusões verdadeiras.

A Lógica das Proposições opera com conectivos:

1. Negação (- ~ )

Leituras:

1. não, não é fato que,

2. não é verdade que,

3. não é o caso de.

Seja p uma proposição qualquer. Por exemplo, se “hoje é domingo” é verdadeiro (v), então “hoje não é domingo” é falso (f); se “hoje não é domingo” é verdadeiro (v), então “hoje é domingo” é falso (f).


2. Conjunção (& .)

Leitura: e

Na linguagem corrente, o conectivo "e" tem duas significações: "e também" (e +) e "e depois" (e >).

O primeiro desses sentidos é o usual no texto descritivo.

Quando digo que “ela tem um marido e um filho”, digo que ela tem um marido e também um filho. O segundo desses sentidos é o usual no texto narrativo.
Quando digo "ela se casou e teve um filho", pressuponho que o casamento precedeu o "ter um filho".

O sentido "e também" é o mais elementar, isto porque o "e depois" pode ser  compreendido como "e também" acrescido de "depois O sentido "e também" é o que é considerado em Lógica.



                                                               

domingo, 28 de novembro de 2010

BASTA CONHECER O BEM PARA DESEJÁ-LO? OU É PRECISO PRATICÁ-LO!



Impossível discorrer sobre a singularidade do pensamento de Aristóteles (384 – 324a.C.) sem contextualizá-lo diante de seu Mestre, Platão (Arístocles: 428-347a.C.), que por sua vez fora discípulo de Sócrates e, o primeiro a elaborar uma teoria sobre a Alma. Para esclarecer o que distingue esses dois Pensadores, ponderemos sobre as dicotomias, as duplas de opostos/complementares que constatamos através dos sentidos (dia e noite; macho e fêmea) ou do Espírito (O Bem e o Mal). Dicotômica também será a linha teórica filosófica adotada por esses Filósofos de truz.


Em 387a.C., Platão fundou o que pode ser considerada a primeira instituição de ensino superior do mundo ocidental, a Academia de Atenas (dedicada à deusa da Sabedoria e da Justiça). No 1º nível (até os 16 anos), treinamento científico: matemática, ginástica, astronomia, música e geometria: na entrada uma placa avisava: “Ageometretos mé eisito” (sem geometria, não entre). Já no 2º nível (dos 16 aos 30 anos), os alunos aprendiam ética, a virtude e a política para, no 3º nível (dos 30 aos 50 anos), aprender a dialética e tornar-se Filósofo. O platonismo reverencia o mundo das Idéias, pois a realidade física, material, sensível, concreta, não alcança o “Ideal” de perfeição que somente a representação mental, abstrata (imaginem a geometria, o lógos) propicia.
Em 337a.C Aristóteles funda o Liceu, dedicado a Apolo (irmão de Athena), divindade olímpica que presidia a harmonia, a música, a saúde e a verdade. Aristóteles distinguir-se-à por propor uma nova forma de apreender e explicar o mundo. Para o pragmático estagirita (Aristóteles nasceu na cidade de Estagira), a lógica e o bom senso dariam conta da realidade captada por nossos sentidos (visão, audição, paladar, olfato, tato). Formulará então, a teoria das quatro causas: Formal, Material, Eficiente e Final. Segundo a obra de Aristóteles “Metafísica”, “As duas primeiras não são mais do que a forma e a matéria, que estruturam todas as coisas sensíveis. (Recorde-se que “causa” e “princípio”, para Aristóteles, significam o que funda, o que condiciona, o que estrutura). 


Mas matéria e forma, sob certo aspecto, bastam para explicar as coisas; sob outro aspecto, porém, não bastam. Se considerarmos o ser das coisas estaticamente, bastam; se, ao contrário, considerarmos as coisas dinamicamente, isto é, em seu desenvolvimento, em seu devir, em seu produzir-se e em seu corromper-se, então não bastam mais. Com efeito, é evidente que, se considerarmos determinado homem estaticamente (ou seja, como ente já perfeitamente realizado), ele se reduz à sua matéria (carne e ossos) e à sua forma (alma); mas se o considerarmos de outro modo e perguntarmos: “como nasceu”, “quem o gerou”, “por que se desenvolve e cresce”, então, impõem-se duas razões ou causas ulteriores: a causa eficiente ou motora, isto é, o pai que o gerou, e a causa final, ou seja, o fim ou o escopo ao qual tende o devir do homem”.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A TEORIA ARISTOTÉLICA DAS QUATRO CAUSAS



Sistematizando o pensamento filosófico grego, Aristóteles elaborou algo que, a partir da filosofia medieval, ficou sendo conhecido como a teoria das quatro causas.

Como se sabe, uma das maiores preocupações dos filósofos gregos era a explicação do movimento. Por movimento, os gregos entendiam:


1) Toda mudança qualitativa de um corpo qualquer (por exemplo, uma
semente que se toma árvore, um objeto branco que amarelece, um
animal que adoece, etc.);

2) Toda mudança quantitativa de um corpo qualquer (por exemplo um
corpo que aumente de volume ou diminua, um corpo que se divida em
outros menores, etc,);

3) Toda mudança de lugar ou locomoção de um corpo qualquer (por
exemplo, a trajetória de uma flecha, o deslocamento de um barco, a
queda de uma pedra, o levitar de uma pluma, etc.);

4) Toda geração e corrupção dos corpos, isto é, o nascimento e
perecimento das coisas e dos homens.
Para um grego toda e qualquer alteração de uma realidade, seja ela qual for.


A teoria aristotélica das quatro causas, tal como foi recolhida e conservada pelos pensadores medievais, é uma das explicações encontradas pelo filósofo para dar conta do problema do movimento. Haveria, então, uma causa material (a matéria de que um corpo é constituído, como, por exemplo, a madeira, que seria a causa material da mesa), a causa formal (a forma que a matéria possui para constituir um corpo determinado, como, por exemplo, a forma da mesa que seria a causa formal da madeira), a causa motriz ou eficiente (a ação ou operação que faz com que uma matéria passe a ter uma determinada forma, como, por exemplo, quando o marceneiro fabrica a mesa) e, por último, a causa final (o motivo ou a razão pela qual uma determinada matéria passou a ter uma determinada forma, como, por exemplo, a mesa feita para servir como altar em um templo).

Assim, as diferentes relações entre as quatro causas explicam tudo que existe, o modo como existe e se altera, e o fim ou motivo para o qual existe.

 A teoria aristotélica das quatro causas


sábado, 6 de novembro de 2010

HISTORIA DA FILOSOFIA



Onde se começa a pensar em Filosofia?

A palavra Filosofia é de origem grega, portanto nasceu na Grécia. A pronúncia da palavra Filosofia é composta por duas outras “philo” e “Sophia”, o termo “philo” deriva-se de “philia”, cujo significado é respeito entre os iguais, amor fraterno, amizade. “Sophia” quer dizer sabedoria e dela procede a palavra “sophos”, sábio.

FILOSOFIA uma visão integrada e pessoal, que
 serve especialmente para guiar a conduta e os
 pensamentos do indivíduo”.
(GOODS DICTIONARY OF EDUCATION).

 Este conceito abrange o uso da palavra como se emprega neste curso. Pitágoras foi quem criou o termo FILOSOFIA que significa “amizade pela sabedoria”. O termo foi criado quando Pitágoras viu que os deuses possuíam todo o conhecimento e sabedoria que existia, passando assim a perceber que o homem poderia desejar e buscar tal sabedoria plena por meio da Filosofia.

 “A Filosofia é um apetite da sabedoria divina, o anseio de assemelhar-se a DEUS, tanto quanto seja possível ao homem”. (Pitágoras).

Filósofo, portanto é aquele que ama a sabedoria, que tem amizade pela sabedoria, respeito e amor pelo saber, que deseja saber. Desta forma o Filósofo demonstra um estado de espírito de uma pessoa que ama aquele que deseja o conhecimento, que o estima que o procure e o respeita.